sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Governança de TI - Necessidade nas Instituições de Ensino Superior


Alberto Sampaio Lima
Germano Fenner

            A governança corporativa surgiu através da necessidade de grandes empresas em organizarem seus processos, costumes e leis no intuito de atingirem seus objetivos corporativos, tornando seu negócio um sucesso.

Governança Corporativa é o conjunto de práticas administrativas para otimizar o desempenho das empresas – com seus negócios, produtos e serviços – ao proteger, de maneira eqüitativa, todas as partes interessadas – acionistas, clientes, fornecedores, credores, funcionários, governo -, facilitando o acesso a informações básicas da empresa e melhorando o modelo de gestão. (OLIVEIRA, 2006).

           Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) a governança corporativa é conjunto de de ações que as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, relacionando entre proprietários, conselhos, diretorias e órgãos de controle, buscando preservar e potencializar o  valor da instituição. Ainda segundo o IBGC, os princípios da governança corporativa são a  transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

        Este artigo (resumo) envolve uma discussão sobre a necessidade crescente de IES públicas e privadas adotarem as melhores práticas de Governança de Tecnologia da Informação. A pesquisa envolveu uma triangulação entre revisão de literatura, observação. Buscou-se o entendimento do comportamento sistêmico apresentado pelas capacidades essenciais de TI das organizações, para suporte ao processo de gestão de Instituições de Ensino Superior.

Através do planejamento estratégico, as empresas traçam metas e objetivos para um determinado período, expresso em meses, anos ou décadas. Documenta-se o que se deseja alcançar por meio de diversas iniciativas, que envolvem por exemplo uma expansão geográfica, aquisições de outras empresas ou lançamento de novos produtos. Muitas vezes, algumas organizações erram por não envolverem soluções de TI no contexto do planejamento.  

O cenário de negócios atual é configurado por um emaranhado complexo de tecnologias envolvidas. Existem diferentes tipos de bancos de dados, servidores, processamento, tecnologias de comunicação, os quais em um determinado momento necessitam interagir, para que possam trocar informações, realizar atividades e operações. O envolvimento e participação da área de TI nas grandes decisões das organizações, nas reuniões para definição das estratégias, pode trazer diferenças consideráveis para a organização, pois permite que a área de TI proponha meios de alinhar suas ações com as mudanças que irão acontecer na empresa. 

Em organizações onde a área de TI não é envolvida nas decisões estratégicas da empresa, a mesma é comunicada sobre possíveis mudanças, mas geralmente não consegue se planejar. Suas ações geralmente se limitam a um processo de apagar incêndios e o valor de uso da TI é pouco percebido. Existem dificuldades em implementar as estratégias, pois as mudanças acontecem de forma mais lenta, principalmente quando dependem de ações que envolvem TI. Quando a área de TI não consegue fazer uma gestão efetiva, fica com foco operacional, passando a impressão de trabalhar num ciclo operacional de “apagar incêndios”. Em cenários onde a tecnologia cada vez mais tem ganhado espaço, a área de TI não pode mais ser isolada. Visando se atingir os objetivos empresariais, a discussão sobre a aplicabilidade da TI deixou de ser feita por técnicos e passou a ser incorporada na estratégia da empresa. 

Enquanto as empresas realizam seu planejamento estratégico a partir da utilização de modelos como a análise SWOT, Balanced Scorecard (BSC), Gestão por Diretrizes (GPD), a área de TI executa o Planejamento Estratégico da TI (PETI), o qual possibilita a área de TI realizar planejamento para apoiar a organização no alcance dos seus objetivos estratégicos corporativos. Além do PETI, surge também a necessidade da Gestão de Serviços de TI, ou IT Service Management (ITSM), termo que considera a gestão de TI em relação ao usuário, em uma situação onde os departamentos, setores, áreas de TI se transformaram em provedores de serviços. 

O gerenciamento de serviços possibilita que uma vez entendida as necessidades do negócio pela equipe de TI, essa consiga agir de forma mais adequada. Porém, muitas vezes, as métricas para avaliar a qualidade dos serviços prestados aos usuários são predominantemente técnicas (disponibilidade, taxa de transferência, tempo de resposta).

De acordo com Kaplan e Norton, muitos executivos estavam convencidos de que os indicadores tradicionais de desempenho financeiro não os deixavam gerenciar efetivamente e queriam substituí-los por indicadores operacionais, fato acontecido na década de 80. Os autores, sob o argumento de que esse acompanhamento deveria ocorrer simultaneamente, por meio dos indicadores financeiros e operacionais, sugeriram quatro conjuntos de parâmetros para essa avaliação. Nesse direcionamento, eram demasiadas as críticas aos mecanismos de avaliação e monitoramento de desempenho econômico e de gestores, baseados exclusivamente em métricas financeiras, como Economic Value Added (EVA) e o Value–Based Management (VBM) . 

Durante os últimos vinte anos, os indicadores balanceados de desempenho ou Balanced Scorecard (BSC) cresceram em uso e popularidade e sua adoção se deve a uma variedade de razões, se destacando a necessidade de controle da organização de maneira que os sistemas contábeis tradicionais não permitem. Através de quatro perspectivas inter-relacionadas: financeira, cliente, processos internos de negócios e aprendizagem e crescimento, o BSC mede o desempenho organizacional por meio de indicadores, que de acordo com os autores, complementam medidas financeiras tradicionais, traduzindo a missão e a estratégia de uma organização. Tais perspectivas são apresentadas de forma resumida na Tabela 1.

Tabela 1 - Caracterização das perspectivas do BSC

Perspectiva
Característica
Como os clientes nos veem? (perspectiva do cliente)
Buscando como missão ser o “número um” na entrega de valores aos clientes, muitas empresas se concentram no cliente. Essa premissa se tornou uma prioridade para a alta administração. O BSC exige que os gestores traduzam sua declaração de missão no atendimento ao cliente, por meio de medidas específicas que reflitam os fatores que realmente lhes interessam, e que tendem ser abordadas em quatro categorias: tempo, qualidade, desempenho e serviço e custo.
Em que se deve destacar? (Perspectiva comercial interna)

Os gestores devem se concentrar nos processos críticos internos, permitindo-lhes satisfazer as necessidades do cliente, pois, o excelente desempenho para o cliente deriva de processos, decisões e ações que ocorrem em toda a organização. Uma vez que grande parte da ação ocorre nos níveis departamentais e operacionais, os gestores precisam decompor o tempo total do ciclo, qualidade, produto e medidas de custo para esses níveis.
Podemos continuar a melhorar e criar valor? (perspectiva de inovação e aprendizagem)?
As medidas das perspectivas de processos internos de negócios e do cliente no BSC identificam os parâmetros que a empresa considera mais importantes para o sucesso competitivo. No entanto, os objetivos para o sucesso continuam mudando. Uma competição global intensa exige que as empresas façam melhorias contínuas em seus produtos e processos existentes e tenham a capacidade de introduzir produtos totalmente novos com recursos expandidos.
Como olhamos para os acionistas? (Perspectiva financeira)
As medidas de desempenho financeiro indicam se a estratégia, a implementação e a execução da empresa estão contribuindo para a melhoria do lucro líquido. Os objetivos financeiros típicos têm a ver com a rentabilidade, o crescimento e o valor para o acionista.

A união e a vinculação entre as medidas do BSC e o mapa de estratégico organizacional, que é a representação visual da estratégia organizacional, e que combina e integra os objetivos, descrevendo, de forma clara sucinta, a estratégia adotada pela organização, atuam como uma demonstração dos vínculos que podem se estabelecer entre a estratégia e as atividades operacionais, de modo que essas apoiem os objetivos estratégicos organizacionais.

A Figura 1 mostra a interação das quatro perspectivas apresentadas por Kaplan e Norton para o BSC.

Figura 1 - Interação das perspectivas do BSC

Representa, sem exaustão das possibilidades, diferentes formas em que as perspectivas do BSC, apresentadas por Kaplan e Norton, podem interagir para o alcance daquilo que se propõe a visão a missão da organização. A despeito de o BSC se servir das quatro perspectivas,  existem possibilidades de adaptação dessas perspectivas a situações específicas de cada organização, observando-se o contexto organizacional, a atividade principal e as peculiaridades de cada instituição. Observam-se opções diversas da aplicabilidade e adaptabilidade do uso do BSC em planejamentos estratégicos organizacionais.


Com o surgimento e a necessidade cada vez maior de uma governança de TI eficiente, surgiram alguns guias de melhores práticas dque se tornaram referência mundial, como podemos citar o ITIL e COBIT.

No documento final apresentado na publicação dos Desafios e perspectivas da educação superior brasileira para a próxima década (SPELLER; ROBL; MENEGUEL) consideram que é preciso pensar os desafios da educação superior para os próximos dez anos, tendo em vista que a principal característica do mundo atual é a mudança constante e ininterrupta, acelerada pelas novas tecnologias, e cujos efeitos afetam todo o planeta e praticamente todas as áreas e condições da atividade e da vida do homem e da sociedade. A tecnologia da informação, em sua definição mais restrita, refere-se ao lado tecnológico de um sistema de informação. Ele inclui hardware, software, banco de dados, redes e outros dispositivos eletrônicos. Poder ser vista como um subsistema de informação. 

Após o advento da Governança Corporativa, não demorou muito e o mercado mundial cunhou o termo “Governança de TI” para nomear as práticas de Gestão de TI realizadas para garantir o alinhamento de TI às iniciativas de Governança Corporativa que possuí  duas linhas de ação:
-O Objetivo de propiciar insumos para o atendimento das especificações da Governança Corporativa.
-Melhoria dos processos de Gestão de TI. (FREITAS, 2010).

No segundo caso, a Governança de TI surge como instrumento de aprimoramento, aconselhamento e auditoria da qualidade de Serviços de TI. Tais melhorias aumentam o grau de confiança nos recursos tecnológicos e têm como objetivo integrar as atividades de Gestão de TI com os objetivos estratégicos das empresas.

A governança corporativa deve ter entre sua composição estrutural a governança de TI, no planejamento institucional, com o intuito de dar o suporte nas ações, avaliando os riscos, otimizando recursos e agregando valor, e a governança de TI deverá repassar esse planejamento para que a gestão de TI possa construir e executar as ações.

Weill e Ross listam cinco decisões de TI inter-relacionadas:
  1. Principios de TI - esclarecendo o papel de negócio da TI;
  2. Arquitetura de TI – definindo os requisitos de integração e padronização;
  3. Infra-estrutura de TI – determinando serviços compartilhados e de suporte;
  4. Necessidade de aplicações de negócio – especificando a necessidade comercial da aplicações de TI compradas ou desenvolvidas internamente;
  5. Investimento e priorização de TI – escolhendo quais iniciativas financiar e quanto gastar.

O papel da governança de TI se tornou fundamental para o sucesso de uma instituição, alinhado com os objetivo do negócio e em condições de adequação para atender mudanças dos objetivos da instituição. O gerenciamento dos riscos relacionados a TI e as crescentes necessidades de controle sobre as informações são agora entendidos como elementos-chave da governança corporativa. Valor, risco e controle constituem a essência da governança de TI. A governança de TI é de responsabilidade dos executivos e da alta direção, consistindo em aspectos de liderança, estrutura organizacional processos que garantam que a área de TI da organização suporte e aprimore os objetivos e as estratégias da organização. A falta de políticas de Governança em TI causa prejuízos a toda empresa ou instituição, desde a perda de tempo, recursos financeiros e até o degaste da imagem da marca, empresa ou instituição.

Com base num estudo feito junto a 250 empresas de todo mundo, o valor de negócios de TI resulta diretamente de uma governança de TI eficaz – da alocação, pela empresa, da responsabilidade e dos direitos decisórios. Suas pesquisas revelam que empresas com governança de TI superior têm lucros no mínimo 20% maiores do que as com má governança, considerados os mesmos objetivos estratégicos. Mas somente 38% da alta gerência conseguem descrever com precisão sua governança de TI -  como, então, os demais gerentes poderão tomar boas decisões pela empresa a esse respeito? (WEILLe ROSS).

Nesse artigo, foi avaliada uma necessidade de se adotar práticas efetivas de governança de TI nas IES públicas e privadas. Uma gestão efetiva pode melhorar a qualidade dos serviços entregues por essas instituições à sociedade, contribuindo assim para o atingimento de seus objetivos institucionais e adoção de ações alinhadas ao seu planejamento estratégico.

Em próximos posts, serão discutidos aspectos mais relacionados às políticas de governança para IES públicas e privadas.



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

BDIM 2014 - Submissões abertas


Informamos que encontram-se abertas as submissões de artigos para a nona edição do IEEE/IFIP Business-driven IT management workshop, que será realizado como parte do IEEE/IFIP Network Operations and Management Symposium, NOMS 2-14 na Polônia - Krakow.

Para maiores informações acessar o portal do evento: http://www.bdim.net/bdim2014/

No Linkedin : http://www.linkedin.com/groups/BusinessDriven-IT-Management-BDIM-4184519

terça-feira, 14 de maio de 2013

ITIL e COBIT no Gerenciamento de Serviços de TI


         A biblioteca de infraestrutura de tecnologia ITIL (Information Technology Infrastructure Library) apresenta um conjunto de melhores práticas e processos que ajudam as organizações a manter de forma apropriada sua infraestrutura de tecnologia da informação. O ITIL consiste em uma biblioteca composta das melhores práticas para gestão de serviços de TI.  Inicialmente foi desenvolvida pela CCTA (Central Computing and Telecommunications Agency), atual OGC (Office of Government Commerce). O OGC é órgão do governo britânico que tem como objetivo desenvolver metodologias e criar padrões dentro dos departamentos governamentais, buscando a otimização e melhoria dos processos internos. A biblioteca da ITIL foi desenvolvida pela CCTA, e tinha como objetivo melhorar os processos dos departamentos de TI do Governo do UK. Desde o seu surgimento em 1980, as empresas e outras entidades do governo perceberam que as práticas sugeridas poderiam ser aplicadas em seus processos de TI, também. Em 1990 a ITIL se tornou um padrão de facto em todo o mundo, e a partir dela aconteceram várias adaptações de outros fornecedores, como a Microsoft, IBM e HP. O framework de gerenciamento de serviços do ITIL é aceito por uma grande parte dos profissionais de tecnologia da informação e hoje consiste em uma das abordagens mais aceitas para o gerenciamento de serviços de TI.  
Não se pode assegurar que a ITIL é uma metodologia, mas sim um conjunto (guia) de melhores práticas adotadas em várias empresas. Hoje em dia é o framework mais adequado para o gerenciamento de serviços que pode ser usado nas organizações. O ITIL tornou-se um padrão de fato para a gestão de TI. Ao utilizar o ponto de vista do provedor de serviços e do cliente no ciclo de vida do serviço, tem-se um devido suporte para melhorias. São descritas a seguir as fases do ciclo de vida de um serviço correspondentes aos volumes do ITIL.

Estratégia de Serviços: trata de definições e conceitos fundamentais envolvidos na concepção de serviços. Descreve diferentes modalidades mediante as quais serviços de TI podem ser providos, além de apresentar os processos de gerência financeira, de carteira de serviços e de demandas.
        
Desenho de Serviços: esta fase aborda a engenharia de novos serviços e de modificações em serviços em curso. Com arrimo nos requisitos do negócio, os processos da fase de design concebem serviços, avaliam riscos e questões de desempenho envolvidas, bem como definem políticas e procedimentos para operação e  suporte do que foi criado. Seus processos incluem gerência de capacidade, de disponibilidade, de segurança da informação e de fornecedores.

Transição de Serviços: esta etapa aborda as atividades e preocupações referentes à implantação dos serviços concebidos na fase de design. Os processos gerência de mudanças, gerência de liberação, gerência de testes e gerência de validação fazem parte desta fase.

Operação de Serviços: neste ponto do ciclo de vida do serviço, questões relativas ao funcionamento de serviços disponíveis, como monitoração, otimização e suporte, são abordadas. Gerência de eventos, de problemas, de incidentes e de acesso, além das atividades relativas ao preenchimento, solicitação e atendimento ao usuário, são abordadas nesta etapa.

Melhoria Continuada de Serviços: esta etapa é permanente e desdobra-se em ações de todas as fases anteriores do ciclo de vida de serviço. Seu foco e o aprimoramento da qualidade dos serviços prestados, que se propõe a ser alcançado por intermédio do ciclo composto pelos seguintes passos: definir o que medir; definir o que se pode medir; coletar dados; processar dados; analisar; apresentar e usar as informações; implementar ações corretivas.

O processo do ITIL foi iniciado com a definição de serviço como um meio de entregar valor aos clientes, facilitando o alcance de seus resultados sem a propriedade de custos e riscos característicos. Portanto, gerenciamento de serviços consiste no conjunto de capacidades organizacionais que oferecem valor aos clientes em forma de serviços e estas capacidades tomam forma de funções e processos para gerenciar serviços em especialidades como: estratégia, desenho, transição, operação e desenvolvimento contínuo.

Segundo o ITIL, nas atividades relacionadas ao desenho do serviço estão as orientações para desenho e desenvolvimento de serviços e processos de gerenciamento de serviços. Deve-se contemplar os princípios e métodos para converter objetivos estratégicos em portfólio e ativos de serviços, incluindo também as mudanças e melhorias necessárias. Nesta fase, apresenta-se o processo de gerenciamento do nível de serviço que tem como principal objetivo garantir que os níveis de serviço acordados estão sendo cumpridos para todos os serviços de TI ativos. Neste ponto, é necessário fazer um detalhamento sobre os acordos de nível de serviço (SLAs).

No livro service design do ITIL é apresentado um conceito mais detalhado de SLA. Seu conceito consiste em um acordo entre o provedor de serviços de TI e o cliente. O SLA descreve o serviço de TI, documenta os níveis de serviço acordados, e especifica as responsabilidades do provedor de serviços de TI para com o cliente. Um único SLA pode cobrir múltiplos serviços de TI ou múltiplos clientes.
O gerenciamento do nível de serviço:
Desenha e planeja o processo de gerenciamento do nível de serviço (SLM) e a estrutura dos SLAs;
Determina os requerimentos de nível de serviço (SLRs);
Negocia e acorda as metas de níveis de serviço relevantes com os clientes para produzir os SLAs;
Negocia e acorda os elementos de apoio exigidos pelos grupos internos de TI e fornecedores externos para produzir os acordos de nível operacional (internos) e contratos de apoio (externos).

O arcabouço do CObIT 4.1 (Control Objectives for Information and related Technologies - version 4.1 ) é uma referência fundamental para a governança de TI, sendo composto por uma série de instrumentos para gestão [2]. O conhecimento condensado no guia CObIT busca a racionalização e o controle da relação entre ações de TI e seus impactos nos objetivos estratégicos da organização.
No COBIT, é importante avaliar as atividades e riscos da TI que precisam ser gerenciados. O CObIT apresenta 34 objetivos de controle (processos), agrupados em quatro domínios referentes a fases do ciclo de vida de um serviço de TI:

planejar e organizar - neste domínio, busca-se focar ações estratégicas, tais como a de definição de objetivos de longo prazo, o dimensionamento de recursos, gerência de pessoas e as premissas para monitoramento de riscos;

adquirir e implementar - este domínio tem entre seus objetivos tratar das atividades pelas quais a organização irá trazer para sua estrutura uma nova solução de TI. Entre os controles destacados, pode-se mencionar a identificação de soluções, aquisição e manutenção de serviços e equipamentos e gerência de mudanças na infraestrutura de TI;

entregar e fornecer suporte - existe uma abordagem voltada às ações relativas aos processos de operação da infraestrutura de TI. O controle de atividades tais como as gerências de nível de serviço, de problemas, de eventos, de incidentes e de continuidade são exemplos de objetivos de controle desse domínio; e

monitorar e avaliar - este domínio trabalha as ações de monitoramento e utilização das informações levantadas para ajustes na infraestrutura de TI. Dois dos principais objetivos de controle deste domínio são garantir compatibilidade com marcos legais, além do monitoramento e avaliação do desempenho da TI.  

O COBIT classifica a sua maturidade para cada objetivo de controle, em uma faixa de zero (inexistente) a cinco (otimizado), a exemplo dos processos de engenharia de software no modelo CMMI. 
A missão proposta pelo COBIT consiste em pesquisar, desenvolver, publicar e promover um modelo de controle para a governança de TI atualizado e internacionalmente reconhecido. Através deste framework, é possível fazer uma ligação com os requisitos do negócio, tornar transparente a performance obtida comparada a estes requisitos, organizar as atividades de acordo com um modelo de processos geralmente aceito, identificar os recursos mais importantes a serem aprimorados e definir os objetivos de controle gerenciais a serem considerados.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Disponibilizados os artigos e apresentações do II Workshop de Governança de TI do Sertão Central

Estão disponibilizados através dos links abaixo a maioria dos artigos submetidos e as apresentações dos alunos dos cursos de Sistemas de Informação e Redes de Computadores da Universidade Federal do Ceará - Campus Quixadá ao II Workshop de Governança de TI do Sertão Central. 

Conforme o comitê organizador, alguns alunos ainda não disponibilizaram seus trabalhos. 

Artigos: https://docs.google.com/folder/d/0B5lJW_Pc7GkqSHdFQ01DeHc4WDg/edit?usp=sharing

Apresentações: https://docs.google.com/folder/d/0B5lJW_Pc7GkqRi1pWlN5b0JuckU/edit?usp=sharing




Fonte: Comitê Organizador do II Workshop de Governança de TI do Sertão Central

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

II Workshop de Governança de TI do Sertão Central

Foi realizado no bloco anexo do campus da UFC em Quixadá nos dias 25 e 26 de janeiro de 2013, o II Workshop de Governança de TI do Sertão Central. O evento foi aberto a todos os alunos dos cursos de Sistemas de Informação, Redes de Computadores e Engenharia de Software do campus. Por ser uma atividade complementar para a formação dos alunos, as horas do workshop poderão (e devem) ser utilizadas pelos alunos que estiveram presentes nas atividades complementares dos cursos.

Tivemos a participação de 51 alunos que tiveram a oportunidade de assistir à apresentação de 16 horas de palestras sobre governança de TI, utilização dos guias de melhores práticas ITIL e COBIT, certificação de mercado, entre outros assuntos relevantes para o processo de sua formação profissional.

Os 10 melhores artigos escolhidos pelo comitê organizador do evento serão postados em uma versão adaptada para o nosso Blog, e todos os artigos em versão PDF serão disponibilizados como material de consulta para os internautas e alunos interessados em breve.

Apresentação no Workshop.

Público no workshop.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Relato de Experiências de Alunos - Ponto Importante em sua Formação

Um ponto importante no Ensino Superior consiste na formação do aluno como cidadão e profissional do mercado. O relato de experiências é uma estratégia importante e reconhecida no meio acadêmico.

Nesse contexto, gostaria de destacar o Blog Papo de Aluno, desenvolvido e mantido pelo Prof. da UFC Wladimir Tavares, onde os alunos e ex-alunos da UFC podem relatar suas experiências acadêmicas e profissionais, contribuindo assim para a formação dos demais colegas, proporcionando o acesso a um conjunto de importantes informações para os professores e alunos.

O tema é muito relevante para a formação do aluno da área de Computação.  O Prof. Wladimir Tavares foi convidado para compilar alguns textos para a revista SBC-Horizontes. 

É muito importante a divulgação e o reconhecimento de iniciativas desse tipo, que contribuem muito para o fortalecimento do ensino em Computação.  Parabéns ao Prof. Wladimir.

Acesse o Blog Papo de Aluno

sábado, 28 de julho de 2012

Olhando os SLAs pelo Buraco da Fechadura


Um dos grandes problemas que envolve o alinhamento da TI com o negócio consiste em como tomar decisões no mundo da TI de forma a dar o melhor suporte ao negócio e suas necessidades.

A tecnologia da informação necessita ganhar visibilidade no negócio. O termo acordo de nível de serviço,  bem mais conhecido a partir de sua nomenclatura em inglês service level agreement - SLA, consiste em um instrumento básico que foi inventado durante essa busca constante que existe pelo alinhamento entre a TI e o negócio. Através dos SLAs, os usuários de serviços de TI podem documentar e cobrar ao provedor aspectos relativos aos acordos que forem feitos visando a garantia da qualidade de serviços e um  pronto atendimento das necessidades dos clientes. Podem ser estabelecidas penalidades para o provedor de serviços, no caso do não cumprimento de SLAs.


Neste post iremos argumentar que o atual uso dos SLAs não serve para essa finalidade. Precisamos de algo mais. Para isso, a primeira pergunta que teremos que fazer é: o que a TI vê pelo buraco da fechadura do SLA

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Governança de TI estaria com os dias contados mesmo ?


Em uma notícia publicada pelo site CIO no dia 02 de outubro de 2009, o pesquisador do MIT e autor do livro  “IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results Peter Weill afirmou que em organizações maduras, tendência é que orçamento de tecnologia seja dividido por áreas de negócio. 

Quase 3 anos se passaram... Como estamos hoje ?


domingo, 8 de julho de 2012

Versão 5 do COBIT está disponível


Encontra-se disponível a versão 5 do COBIT. Conforme informação do ISACA , pode-se obter a documentação através do cadastro no link http://www.isaca.org/COBIT/Pages/default.aspx.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Métricas para Acordo em Nível de Serviços na Terceirização de Serviços de Gerência de Projetos


Os Service Level Agreements - SLAs ou Acordos de Nível de Serviços tem sido um tema bastante estudado pelo meio acadêmico e  indústria. Neste post estamos compartilhando algumas visões sobre o assunto. Iremos iniciar apresentando uma proposta para desenvolvimento de SLAs para serviços terceirizados de gestão por projetos.

A terceirização de serviços de tecnologia da informação (TI) vem cada vez mais se fazendo presente em organizações que desejam aprimorar o seu negócio sem abrir mão da segurança e da qualidade. Em alguns cenários, ela tem se colocado de forma imperativa especialmente para empresas que necessitam concentrar esforços e recursos no seu negócio em face à demanda de um mercado extremamente competitivo. Na atual economia, voltada a prestação de serviços, as organizações cada vez mais se apóiam em terceiros para a obtenção de um grande número de serviços na área de Tecnologia da Informação (TI). No entanto, estas organizações normalmente não estão normalmente com a qualidade dos serviços recebidos e algumas vezes são dependentes de terceiros cujo futuro é incerto, especialmente neste período caracterizado por economias em declínio.

Alguns aspectos do processo de terceirização merecem maior consideração, pois determinam questões estratégicas para muitos empreendimentos.  Além disso, é imprescindível um entendimento, o mais claro possível do conjunto de compromissos entre um fornecedor e um cliente, de acordo com as prioridades necessárias ao negócio e a um custo satisfatório. Sem isto, o fornecedor não tem clareza do escopo para o qual foi contratado e o cliente corre o risco de receber bens ou serviços em desacordo com as suas expectativas e sem respaldo para reclamar.

Ao se contratar um serviço terceirizado deve-se estabelecer um contrato entre as partes (fornecedor e cliente), descrevendo explicitamente os produtos (bens ou serviços a serem contratados) e os índices a serem atingidos para o cumprimento do conjunto de compromissos acordados. Esse contrato tem sido representado por um instrumento denominado Acordo de Nível de Serviços (Service Level Agreement – SLA).

quinta-feira, 31 de maio de 2012


Notícia publicada pelo http://cio.uol.com.br em setembro de 2011, mas ainda atual e interessante para o nosso Blog. Mais uma prova de que o mercado de governança de TI tem aumentado e as empresas demandado muitas ações para uma implantação efetiva nas empresas públicas e privadas.

Transcrevemos abaixo o texto da notícia:

Governança de TI inexiste na administração pública federal

Pesquisa do TCU revela que que o nível da governança de TI de 88% dos 256 órgãos públicos federais está abaixo da crítica.



terça-feira, 8 de maio de 2012

A estimativa do valor de serviços de TI


          Estimar quantitativamente o valor de um serviço de TI para o negócio ainda é um grande desafio para os gestores e pesquisadores da área de gerenciamento de serviços de TI. Devido aos aspectos de subjetividade e incerteza que envolvem essa difícil tarefa, torna-se necessário que alguns conceitos iniciais sejam esclarecidos.  Iremos apresentar neste post vários conceitos que envolvem valor e tentar mostrar um referencial teórico que permita o entendimento dos artigos e pesquisas atuais sobre estimativa de valor de serviços de TI.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Gerenciamento de Serviços de Tecnologia da Informação e ITIL


A Gerência de Serviços de TI (IT Service Management) é uma disciplina que trabalha com práticas consagradas na indústria, além de métodos e técnicas desenvolvidas por  pesquisadores, no sentido da organização, com uma formalização mínima do conjunto de informações  envolvidas no desafio de se ter serviços de TI confiáveis, escaláveis e de bom  desempenho.

A biblioteca denominada Information Technology Infrastructure Library ou simplesmente ITIL, reúne as melhores práticas do setor, fornecendo boa opção para o gerenciamento de serviços de TI.  Sua estratégia de gerenciamento é centrada nos processos e em suas relações de dependências. Atualmente o ITIL  tornou-se um padrão de fato para a gestão de TI.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A difícil arte de simplificar artigos científicos


A DIFÍCIL ARTE DE SIMPLIFICAR TEXTOS CIENTÍFICOS

Textos Científicos são escritos numa linguagem de difícil compreensão para o grande público. Torna-se necessário simplificá-los tornando-os mais acessíveis. Observem abaixo os estágios desta SIMPLIFICAÇÃO:

TEXTO ORIGINAL

O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum (Linnaeus), isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste  organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifira (Linnaeus). No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena deformidade que lhe é peculiar.

PRIMEIRO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO

A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

SEGUNDO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO

O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão. 

TERCEIRO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO

Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado. 

QUARTO ESTÁGIO DA SIMPLIFICAÇÃO

Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível. 

ESTÁGIO FINAL DA SIMPLIFICAÇÃO

Rapadura é doce, mas não é mole, não.

Fonte: Prof. Jacques Sauvé.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O que é Governança de Tecnologia da Informação ?


Grandes transformações no processo produtivo e na estrutura econômica mundial tem sido geradas por vários fenômenos, entre eles a globalização, termo largamente difundido e usado para denotar a dispersão geográfica de organizações e de investidores, acompanhada do encadeamento e interdependência entre os cenários econômicos de países situados em locais geograficamente distribuídos. O segundo fenômeno consiste no aumento da importância da informação para a produção e o sucesso de um negócio. Estes dois fenômenos contribuem para tornar a TI um elemento estratégico para as organizações e, portanto, o alvo de elevados investimentos em todas as áreas de negócios nos últimos anos.

A governança de TI consiste na especificação dos direitos decisórios e do framework de responsabilidades para estimular comportamentos desejáveis na utilização da TI. Mediante essa prática, pode-se identificar quem toma as decisões sobre TI e contribui para essas decisões, procurando-se aliar os princípios de governança corporativa a utilização da TI para atingir metas corporativas. Os principais mecanismos de governança de TI consistem nos comitês, processos orçamentários, aprovações, entre outros.


Sejam Bem Vindos

Caros Internautas. O objetivo principal do nosso blog consiste em tentar levar informações sobre o tema governança de tecnologia da informação para todos os interessados, principalmente estudantes, gestores e praticantes da área. Hoje irei falar um pouco sobre o cenário de utilização da Governança de Tecnologia da Informação. Além de ser uma tendência, essa prática é obrigatória no Brasil para as empresas que possuem capital aberto, e ainda para os bancos. A governança de TI é uma das disciplinas relacionadas a um tema mais abrangente, denominado Governança Corporativa. Nossa idéia é usar o blog para sugerir artigos, publicar notícias da área, comentar aspectos importantes, novos conceitos, enfim, buscar tornar a leitura interessante e agradável. Sejam bem vindos !