quinta-feira, 19 de julho de 2012
Governança de TI estaria com os dias contados mesmo ?
Em uma notícia publicada pelo site CIO no dia 02 de outubro de 2009, o pesquisador do MIT e autor do livro “IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results” Peter Weill afirmou que em organizações maduras, tendência é que orçamento de tecnologia seja dividido por áreas de negócio.
Quase 3 anos se passaram... Como estamos hoje ?
O pesquisador-sênior do Centro para Pesquisas em Tecnologia da Informação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Peter Weill, acredita que a governança de TI, da maneira como conhecemos hoje, estaria com os dias contados.
Defensor ferrenho de que as melhores práticas de atuação são um fator essencial para o desempenho dos negócios, Weill afirma que em corporações maduras existe a tendência de se incorporar todos os controles departamentais - inclusive a governança de TI - em um único modelo de governança corporativa global.
“A expectativa é de que não haja governança de TI no futuro”, diz o pesquisador, que complementa: “Isso porque, com a evolução das normas regulatórias dos mais diversos setores, é esperado que todas as companhias precisem integrar as iniciativas em uma só política”.
Autor do livro “IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results” (Governança de TI: Tecnologia da Informação, em português), ele ainda complementa que o mesmo deve acontecer com o orçamento específico da TI.
Na visão do especialista, ao passo que o gestor de tecnologia passará a coordenar ações que tragam resultados práticos ao negócio, em vez de centralizar o orçamento da área, ele terá acesso a uma parcela dos recursos destinados aos projetos que envolvem a TI de cada departamento.
Na prática, o pesquisador aposta em uma estrutura orçamentária da seguinte maneira: com base nas demandas das áreas de negócio e na condição financeira da companhia, os recursos estabelecidos para o segmento de tecnologia da informação serão divididos e repassados aos demais departamentos. “Assim, quando planejar uma iniciativa voltada à área de finanças, por exemplo, o CIO utilizará os orçamentos específicos que o departamento financeiro possui para as iniciativas ligadas à TI”, explica ele.
Para alcançar tal patamar de integração entre as áreas, no entanto, Weill alertou que as companhias terão de colocar ordem na casa, estabelecendo políticas efetivas e segmentadas de governança. “Não é possível integrar tudo sem que cada departamento tenha cumprido seu dever e organizado projetos individualmente”, conclui o especialista.
Três anos se passaram e ainda continuamos vivenciando um aumento na necessidade de se implantar a Governança de TI, e a maioria das empresas continua buscando um grau de maturidade mínimo que permita um atendimento às exigências legais e do mercado.
Acredito que ainda não chegamos nessa realidade prevista pelo pesquisador renomado.
Quando vivenciaremos uma realidade desse tipo no Brasil e no Mundo ? O futuro seria realmente assim ?
Fica esta pergunta para a reflexão dos leitores.
Um abraço a todos.
Fonte: Computerword
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